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Portabilidade Numérica na Prática – Capítulo 1

27, novembro, 2008 Sem comentários

Vou contar aqui como está sendo a minha experiência com a tal da portabilidade numérica, o que considero um avanço e tanto dada a quantidade de lobby que existe por aí…

Atualmente possuo uma linha pós-paga da Brasil Telecom e uma linha pré-paga (que era) da Claro. Por diversos motivos que não vem ao caso decidi trocar de operadora e com a tal da portabilidade numérica resolvir ir em frente já que não teria que trocar o número que já tenho há 5 anos.

Sendo assim, o primeiro passo foi esperar a portabilidade chegar a Florianópolis. Isso aconteceu no dia 17 de novembro. No dia 24 de novembro, após ficar dois dias sem internet em casa e sem poder trabalhar por causa disso, fui de uma vez até a Vivo do shopping Iguatemi para solicitar a tal da portabilidade para minhas duas linhas, a pré-paga e a pós-paga e ainda solicitar um plano 3G para ter como “estepe” para quando o Virtua não estiver disponível.

Chegando na loja, informei que queria migrar meus números para a Vivo. Eu já conhecia os planos (inclusive as letras miúdas) e sabia o que queria (pós-pago com linha adicional no benefício família), portanto não perdemos tempo com os detalhes dos planos. O atendente preencheu um formulário para cada linha, verificou os documentos (o comprovante de endereço enviei depois por email) e pronto, falou que ia me ligar quando fosse a hora de habilitar os chips da Vivo.

Hoje, no dia 27 de novembro, o telefone da Claro não funcionou o dia inteiro, mas ninguém me ligou (no outro telefone que deixei) para falar sobre a migração. No fim da tarde liguei para a Claro e me informaram que a linha tinha sido cancelada à meia-noite daquele dia, ou seja, o dia inteiro e a linha já não era mais da Claro. Pensei: “Não era pra ficar no máximo 2 horas sem sinal?” Liguei para a loja da Vivo no shopping e foram verificar. Alguns minutos depois me falaram que o chip daquele número que era da Claro estava pronto e eu podia pegar. Falha deles, pois passei o dia inteiro sem telefone e ninguém me avisou. Acredito que o procedimento correto nesse caso era me dar os chips antes e assim que os telefones deixem de funcionar nos chips antigos, deveriam estar funcionando, em no máximo duas horas, nos chips novos. Como eu não estava com os chips, fiquei sem telefone e tive que ir lá no shopping buscar. Cheguei lá, o mesmo atendente inventou várias desculpas e como eu não tava a fim de discutir, engoli. Testei o chip e estava realmente funcionando no número que antes era da Claro. Porém…

A outra linha, a da Brasil Telecom, não foi migrada por conta de um erro no preenchimento do formulário inicial, erro esse que só foi corrigido após eu ter ligado lá para reclamar do número (que era) da Claro que não estava funcionando. Menos um ponto pra loja da Vivo. Agora tenho que esperar mais 3 dias úteis até que o número seja cancelado na Brasil Telecom e ativado na Vivo, no chip que, desta vez, já está em meu poder. Enquanto o chip não “recebe” o meu número que é da Brasil Telecom, tem um outro número, pois não pode existir um chip sem número, e este chip já está habilitado no plano que eu escolhi, embora eu não tenha assinado contrato nenhum. Também ainda não tenho o pacote 3G. Estes detalhes serão feitos quando o número for migrado, porém dessa vez, quando o número for migrado, eu já estarei com chip da Vivo e não ficarei sem celular como aconteceu com o número da Claro.

Quanto à fidelidade, vou decidir na hora de assinar o contrato. Se eu optar pela fidelidade, posso receber um Nokia E71 pela linha titular com plano de dados mais um outro celular simples pela linha adicional. Ainda vou pensar sobre o assunto, em dois ou três dias decido.

Outro detalhe, o chip da Vivo com o número que era da Claro, atualmente está configurado como pré-pago, que não é o que eu quero, pois quero duas linhas pós-pagas, uma titular e uma adicional no esquema de família (para a minha esposa), porém como na Claro era uma linha pré-paga, o atendente me falou que o número deve vir para a Vivo como linha pré-paga, ser registrada e depois de 48 horas pode ser convertida para pós-paga. Isto significa que é como se fossem duas migrações dentro do que a portabilidade numérica oferece, uma da Claro para a Vivo (no mesmo esquema, no caso pré-pago) e outra de pré-pago Vivo para pós-pago Vivo.

A conclusão é: depois de 3 dias úteis, apenas uma, das três partes do processo foi concluída: o número da Claro foi migrado para a Vivo e está funcionando bem. Falta agora passar a linha pré-paga para pós-paga como adicional da linha titular e migrar o número da Brasil Telecom, que já é pós-pago para a Vivo. Neste caso já vira para a Vivo como pós direto. Detalhe: aquele prazo de 2 horas no máximo para ficar sem sinal não funcionou. Acredito eu que foi falha da loja da Vivo por não ter me passado o chip ou não ter explicado direito como seria o processo.

Por enquanto é isso. O próximo capítulo eu relato aqui em breve.